Era filho de tecelões. Após ter dado provas da sua imperícia nas várias ocupações para as quais a família, muito pobre, o tentou encaminhar. Aos vinte anos Ingressou na Ordem dos Carmelitas.
Estudou artes e teologia em Salamanca, onde prefeito dos estudantes. Foi ordenado Sacerdote no ano de 1567, época em que se encontrou com Santa Tereza de Àvila ( Tereza de Jesus ) as reformadoras das carmelitas.
A Santa fundadora tinha em mente alargar a reforma também aos conventos masculinos da ordem Carmelita, e seu delicado discernimento fê-la entrever naquele frade pequeno extremamente sério, fisicamente insignificante, mas rico interiormente, o parceiro ideal para levar adiante o seu corajoso projeto.
Aos vinte e cinco anos de idade João de Yepes mudou de nome, passando a chamar-se João da Cruz e pôs mãos a obra na reforma, fundando em Durvelo o primeiro convento dos Carmelitas descalços.
Santa Tereza de Jesus chamava-o de seu pequeno no Séneca, brincava amavelmente com sua baixa estatura mas não hesitava em considerá-lo pai de alma, afirmando também que não era possível discorrer com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase.
Vinte e sete anos mais jovem que Tereza, João de Yepes é uma figura da mística moderna.
Mas a chamada”religiosidade do deserto” custou ao Santo fundador maus tratos físicos e difamações: em 1577 ficou preso durante oito meses no cárcere de Toledo.
Mas foi nessas trevas exteriores que se acendeu a grande chama da sua poesia espiritual.
“Padecer e depois morrer” era o lema do autor da Noite escura da Alma, da subida do monte Carmelo, do Cântico Espiritual e da chama de Amor Viva. São João da cruz morreu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, no dia 14 de dezembro de 1591. Foi canonizado em 1726. O Papa Pio XI conferiu-lhe o título de autor da igreja, dois séculos depois.
By Mauro do Coral
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